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Pontes e Caminhos da Música Contemporânea

Projecto: Aniko Harangi

Coordenção: Duarte Encarnação

Co- Produção: LEAI – CC/ CEPAM

Instituições envolvidas:

  • LEAI – CC . Laboratório Experimental de Arte Intermedia – Conselho de Cultura/UMa
  • CEPAM . Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira, Engº Luíz Peter Clode
  • TMBD . Teatro Municipal Baltazar Diaz – Câmara Municipal do Funchal

Pontes e Caminhos da Música Contemporânea

O Laboratório Experimental de Arte Intermedia (LEAI) integrado no Conselho de Cultura da Universidade da Madeira, organiza para o próximo dia 30 de janeiro um simpósio subordinado ao tema «Pontes e Caminhos da Música Contemporânea». Consistindo numa aproximação aos domínios da arte dos sons e de outras manifestações artísticas, o encontro prevê um concerto e uma formação especializada, no todo, trata de um momento de reflexão sobre o artista e a linguagem, tónicas dominantes para uma diluição ou hibridação dos meios e ainda, se quisermos, discutir a hipótese do intermédia como lugar alternativo.
Quando se aborda a variedade das práticas artísticas que se fazem nos nossos dias, desde a música, as artes visuais, a dança, entre outras, deparamo-nos com um distinto universo de linguagens, sendo naturalmente próprias de um tempo e do seu criador, fruto de uma identidade moldada em dominantes ideológicas concordantes ou discordantes. A panóplia destas linguagens e/ou abordagens estéticas constituem o reflexo de uma contemporaneidade questionável que opera numa constante realidade reflexiva.
A música contemporânea – a arte dos sons que se faz nos nossos dias – assume-se pois, como uma evolução do Pós-modernismo, circunscrita numa lógica de diversidade e de expansão, onde cada compositor gere o seu espaço, o seu público, a sua credibilidade e legitimação. Esta característica de pertença pode ser fruto da procura individual do artista, numa atitude de autenticação do seu percurso existencial, sendo ele também o criador de um caminho. Todavia, esse caminho ou ponte individual consiste também num cruzamento ou bifurcação que une e partilha o lugar comum ou centro de encontro universal, se quisermos, a música ou arte contemporâneas vivem desta condição, uma simbiose de permuta consciente e inconsciente que traduz a construção de “novas” obras.
Francisco Loreto

Dia 30

14:00 – 16:30 H
Teatro Municipal Baltazar Dias

Apresentação:
Professor Doutor Sílvio Fernandes (Vice-Reitor da UMa);
Professor Doutor Carlos Gonçalves (Presidente do CEPAM);
Drª Sandra Assunção Nóbrega (Teatro Municipal Baltazar Dias);
Professor Doutor Vítor Magalhães (Presidente do Conselho de Cultura da UMa; Professor Doutor Duarte Encarnação (Coordenador LEAI)

Simpósio

Música contemporânea no fim de século XX: o que mudou na maneira de ouvir e fazer música. A escuta depois do Muro. Caminhos e expectativas no novo século. [n.1969, Lisboa] formou-se em composição na Escola Superior de Música de Lisboa. Mais tarde, no Reino Unido, fez um Mestrado em Composição na Royal Academy of Music, em Londres, e doutorou-se pela Universidade de York. Combina a sua actividade de compositor com o ensino, exercendo funções docentes na Escola Superior de Música de Lisboa. Desde 2016 é Associate of the Royal Academy of Music (ARAM).
Enquanto programador e divulgador musical, destaca-se a sua colaboração com a Antena 2 da RTP como autor e produtor de programas radiofónicos e como director artístico do Prémio e Festival Jovens Músicos.
Como compositor, desempenhou o cargo de Compositor Residente no Teatro Nacional de S. Carlos nas temporadas de 2016-2017 e 2017-2018. Em 2017 foi também Artista Associado da Casa da Música e em 2019 foi Compositor Associado da Banda Sinfónica Portuguesa.
O seu catálogo inclui obras vocais e música de cena como “Search Songs” (2007) – para soprano e orquestra, com textos de Alexander Search; “From the Depth of Distance” (2008) – para soprano e orquestra, com textos de Walt Whitman e Álvaro de Campos; “Evil Machines” (2008) – uma fantasia musical com libreto e encenação do Monty Python Terry Jones; “Paint Me” (2010) – uma ópera de câmara com libreto de Stephen Plaice e encenação de Rui Horta; “Passeios do Sonhador Solitário” (2011) – uma cantata com libreto de Almeida Faria; e “Lídia” (2014) – um bailado com coreografia de Paulo Ribeiro, encomendado pela Companhia Nacional de Bailado (CNB).
Entre as suas composições orquestrais recentes destacam-se “Cercle Intérieur” (2012) – estreada pela Orquestra Filarmónica da Radio France; “FrisLand” (2014) – estreada pela Orquestra Sinfónica de Seattle; “Incipit” (2015), estreada pela Orquestra Sinfónica Brasileira; “O Sotaque Azul das Águas” (2015), co-encomendada pela Orquestra Gulbenkian e pela Orquestra Sinfónica Estadual de São Paulo (OSESP); “Concerto de Violoncelo” (2016-17) estreado por Filipe Quaresma (solista) e a Orquestra Sinfónica Portuguesa; e “Entre Silêncios – Concerto de Clarinete” (2019), recentemente estreado por Horácio Ferreira (solista) e a Orquestra Gulbenkian.
Projectos realizados em 2018 – 2019 incluíram ainda a composição de “Nocturnos Americanos”, estreada pela Banda Sinfónica Portuguesa na Casa da Música; e “Fados Geneticamente Modificados”, uma peça escrita para o Grupo de Percussão Drumming e estreada em Madrid, no Auditório 400 do Museu Nacional Rainha Sofia, em Janeiro de 2019).
No Verão de 2018 editou “The Blue Voice of the Water” (Odradek records), um CD com quatro composições interpretadas pelas orquestras sinfónicas de Seattle, Gulbenkian, Porto Casa da Música e Sinfónica Portuguesa, dirigidas por Ludovic Morlot, Susanna Mälkki, Martin André e Pedro Neves.
Ainda em 2019, no final do mês de Novembro, foi lançado o seu mais recente CD monográfico – Archipelago (Odradek records), incluindo sete obras interpretadas pelo Grupo de Percussão Drumming e com a participação do Quarteto de Cordas de Matosinhos. No mesmo mês foi distinguido com o Prémio DSCH Shostakovich Ensemble, num concertou que incluiu a estreia de “Alepo” para trio de violino, clarinete e piano.
A sua música é publicada no Reino Unido pela University of York Music Press.

http://www.artway.pt/luis-tinoco.html

https://www.casadamusica.com/pt/artistas-e-obras/compositores/t/tinoco-luis/#tab=0

https://www.publico.pt/2013/05/14/culturaipsilon/noticia/luis-tinoco-lanca-disco-na-prestigiada-naxos-1594338

Francisco Loreto

“Processo composicional: do dilema da folha em branco à barra final do último compasso

Cada compositor, na sua vertente criativa, tem a sua própria visão do objeto artístico que quer propor ao mundo. A criação de uma nova obra musical é fruto de um processo pessoal, com mais ou menos método, com o propósito de transformar o mundo. Senão, para quê criar uma nova obra de arte? Que espaço o mundo atual tem para ela? A gaveta? Jamais. O que ainda falta ao mundo para que a minha obra tenha sentido? Estas e outras reflexões estão na gênese do meu processo composicional de uma nova obra musical, de modo que na minha apresentação quero expor a minha experiência pessoal (as pontes, os caminhos) que percorro quando tomo a decisão de iniciar um novo processo criativo que irá originar numa nova obra musical.

Natural da Ponta do Sol, formou-se em 1998 em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e em Instrumentista de Clarinete pela Escola Superior de Música de Lisboa. Desde esse ano que é professor de Análise e Técnicas de Composição, Acústica e Orquestra no Conservatório – Escola profissional das Artes da Madeira, e também 1º clarinete na Orquestra Clássica da Madeira.  Para além desta atividade profissional, dedica-se à composição, tendo obras publicadas na editora suíça Editions BIM. Em 2008 ganhou o prémio internacional de composição da ITEA «Harvey Phillips Awards For Excellence In Composition» com a sua obra «SoNotas» para tuba e piano. Em 2012, duas obras suas fizeram parte da programação de Guimarães – Capital Europeia da Cultura. Tem algumas obras suas gravadas em disco, sendo que em 2020 a sua nova composição «Suite Concertante» para 2 clarinetes e orquestra será gravado para etiqueta Naxos, obra que será estreada a 14 de março com a Orquestra Clássica da Madeira, sob direção do próprio compositor.

Rodrigo Camacho

Passei muitos anos da minha vida a estudar para ser músico.

Estudar para ser / Estudar, ser / Ser depois de estudar / Ser, estudar.

“O que é que se é antes de estudar?”
“É, ou não, necessário deixar-se de ser aquilo que se era antes de estudar música quando se passa a ser músico?”

Aprendi a tocar piano como um amador. Ouvi falar em composição como se fosse novidade. Aprendi as regras, e amei-as. Ganhei prémios, desprezei-me. Vomitei as regras, com gosto. Tratam-me por compositor.

Compositor é aquele que escreve música, que se dedica à arte da composição musical. Em latim, compositor é aquele que põe em ordem; daí o contexto legal ainda entender compositor como o intermediário ou árbitro que, por meio de composição ou acordo, põe fim a uma dada questão.

É como se antes do estudo houvesse só caos, e não se pudesse ser íntegro antes de estudar.
É como se antes da composição, só houvesse desordem, e essa desordem tivesse que acabar.[/vc_column_text][mk_toggle title=”cv”]

Nasci em 1990 no Funchal. Sou compositor, artista audiovisual e designer de performance. A um nível mais lato a tudo também como empreendedor cultural, tendo sido autor, gestor e líder de vários projetos. Ganhei um British Composer Award em 2013 e nunca mais concorri a prémio que fosse. Em 2014, fundei o New Maker Ensemble na Goldsmiths, Universidade de Londres. O NME hoje funciona como um laboratório para criação, programação, produção, performance e promoção de música e arte performativa contemporâneas. Sou, com Sara Rodrigues, co-diretor do grupo e desenvolvo com ele projetos que promovem os seguintes valores: questionar profundamente as razões pelas quais se faz o que se faz; conhecer os contextos culturais em que se produzem deferentes formas de arte; conhecer e dominar a gramática das várias culturas de produção artística; possuir as competências técnicas para produzir arte com especificidade e rigor; planificar e organizar recursos e esforços de forma eficaz; disseminar e promover ativamente a importância daquilo que se faz.

Daniel Bolba

A partir dos 7 anos de idade ingressa no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira (CEPAM), com orientação musical de Jorge Garcia e Rui Rodrigues.Em 2014, ingressa na Escola de Música da Escola Profissional Metropolitana de Lisboa, onde teve como professores Marco Fernandes, Andreu Rico, Miguel Herrera e João Ramalho.Começou os seus estudos aos 7 anos no Conservatório -Escola das Artes da Madeira (CEPAM) sob a orientação de Jorge Garcia e Rui Rodrigues. Em 2014 ingressou para a Escola Profissional da Metropolitana para a classe de percussão dos Professores, Marco Fernandes, Andreu Rico, Miguel Herrera e João Ramalho.
Em Fevereiro de 2015 ganhou o Grand Prix na modalidade de Música de Câmara com o Trio das Percussões da Metropolitana do concurso ”Forum Internacional Arte e Educação no século XXI” .
Em Julho de 2015 ganho em 1o lugar o concurso ”Tomarimbando” na Categoria A com a presença
do Júri Claire Litzer e Filippo Lattanzi.
Dentro da Escola Profissional Metropolitana ganhou o prémio dos “Jovens Solistas” que lhe possibilitou tocar a solo com a Orquestra.
Em 23 de Março de 2016 ganhou em 1o na categoria C o 2o Concurso Internacional de Percussão da Beira Interior com a presença do Júri Marco Fernandes, André Dias e Bruno Costa.
Nos dias 6 a 8 de Julho de 2017 ganhou o 1 prêmio na categoria 4 no concurso Internacional de Lagos.
Ainda em 2017 no dia 11 de Julho ficou em 2 lugar na categoria A no concurso Internacional de Percussão Paços de Brandão com a presença do Júri Jeffrey Davis.
Fez colaboração em orquestras como a “Orquestra de Jovens de Zurique”, “Orquestra Clássica da Madeira OCP”, “Orquestra Metropolitana de Lisboa OML”, Coral Sinfonico de Portugal” e “Orquestra Didática da Foco Musical”.
Teve inclusão na ‘’Porto Bay Young Talents’’ por parte do Músico Fransisco Lopes, aonde teve oportunidade de Realizar dois Recitais a solo na Madeira @NewClassicMadeira
Fez parte de Masterclasses ou teve aulas pessoais com percussionista como Pedro Carneiro, Anders Astrand, Nicolas Martynciow, Casey Cangelosi, She-e Wu, Jean Geoffroy, Eduardo Tullio, Bart Quartier, Gert Françoise, Vincent Houdijk, Vasilena Serafimova e Novotny Tibor.
Em 2018 foi admitido para o primeiro ano (1st Bachelor) na Universidade ‘’Conservatorium Van Amsterdam’’ (CVA) onde tem a presença dos seguintes professores: Peter Prommel, Arnold Marissen, Rachel Xi, Ramon Lormans, Nick Woud, Major Bence, Mark Brafhart.
Neste mesmo ano teve a possibilidade de tocar a solo com o Saxofonista internacionalmente reconhecido Arno Bornkamp na Musikgebow de Eindhoven.

Duarte Santos

Duarte Santos iniciou os seus estudos de percussão no Conservatório Escola das Artes da Madeira, na classe dos professores Rui Rodrigues e Jorge García. Terminou em 2013 o curso de Instrumentista de Percussão na Escola Profissional Metropolitana, Lisboa, sob a orientação de Marco Fernandes, João Carlos Pacheco e Miguel Herrera, e em 2016 a Licenciatura em Música – Instrumentista de Percussão, enquanto aluno da classe de percussão do professor Nuno Aroso, na Universidade do Minho.
Em 2014, venceu o 1o prémio de Percussão no “Concorso Musicale Europeo Cittá di Filadelfia”, Itália. No mesmo ano, foi responsável pela estreia europeia do concerto duplo para marimba, vibrafone e orquestra de Peter Klatzow, com o percussionista Tiago Ferreira, e a Orquestra Filarmonia das Beiras, dirigida por Pedro Neves.
A nível orquestral, colabora regularmente com a Orquestra Gulbenkian, tendo também colaborado com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Metropolitana e a Banda Sinfónica Portuguesa. Neste contexto, trabalhou com maestros como Lorenzo Viotti, David Afkham, Susanna Malkki, Christopher Zimmermann, Fréderic Chaslin, Hannu Lintu ou Stéphane Denève, e os solistas Frank Peter Zimmermann, Thomas Hampson, Pavel Gomziakov e Conrad Tao. Colaborou também com o Ensemble Mediterrain dirigido por Bruno Borralhinho, na interpretação da versão contemporânea do “Winterreise” de Schubert.
Em 2017, estreia com Nuno Aroso a obra “Tracking Noise #2 – Acceleration”, de Luís Antunes Pena, para 2 percussionistas e eletrónica, no Alte Feuerwache de Colónia, Alemanha. Em Julho do mesmo ano, apresenta-se como percussionista convidado do Coro Gulbenkian numa versão para coro, solistas e quarteto de jazz da ópera “Porgy and Bess” de George Gershwin.
Em 2018, apresentou-se a solo no Ciclo Jovens Solistas protagonizado pela Orquestra Clássica da Madeira, juntamente com Daniel Bolba, dirigidos pelo maestro Pedro Amaral.
Com a violinista Joana Costa, fundou o Legno Duo, formação de música de câmara dedicada à execução e comissão de novas obras para marimba e violino. Participou em masterclasses e cursos de aperfeiçoamento com Filippo Lattanzi, Nicolas Martynciow, Fredrik Bjorlin, Ney Rosauro, Rui Sul Gomes e Pedro Carneiro, frequentando aulas a nível particular com Mark Braafhart, Nick Woud e Marinus Komst, solistas da Royal Concertgebouw Orchestra.
Duarte apresentou-se em concertos em Portugal, Alemanha, Finlândia, Itália, Angola e Brasil. Em 2016, concluiu na Universidade do Minho a licenciatura em instrumentista de Percussão, sob a orientação de Nuno Aroso, concluindo em 2019 o Mestrado em Ensino de Música pela mesma instituição.
A partir de Fevereiro de 2020, Duarte irá exercer as funções de timpaneiro/chefe de naipe de Percussão da Orquestra Clássica da Madeira.

Maat Saxophone Quartet

Maat Saxophone Quartet junta-se ao percussionista Daniel Bolba, numa viagem pela música de compositores portugueses e holandeses.
Tratando-se de um grupo totalmente português e residente na Holanda, esta ligação surge da vontade de combinar todos os diferentes sons e cores que um quarteto de saxofones e percussão podem oferecer, fazendo-o com a música de Luís Tinoco, Guillermo Lago e Jacob TV, aliado a projeção de vídeo para dar uma experiência única ao publico.
Este projeto trata-se do primeiro de ligação do jovem ensemble com o jovem percussionista madeirense, fazendo do primeiro concerto uma estreia única e inédita.
Maat Saxophone Quartet:
Daniel Ferreira – Saxofone Soprano Catarina Gomes – Saxofone Alto Pedro Silva – Saxofone Tenor Mafalda Oliveira – Saxofone Baritono Daniel Bolba – Percussão
Maat Saxophone Quartet é um quarteto de saxofones 100% português.
Vencedores do mais prestigioso concurso de música clássica em Portugal “Prémio Jovens Músicos” (2018), este ensemble fundado e sediado em Amesterdão, na Holanda, junta quatro músicos portugueses.
Com uma grande atividade, o Maat Saxophone Quartet já se estabeleceu como um dos principais jovens grupos de música de câmara tanto em Portugal como na Holanda, apresentado-se em salas como Het Concertgebouw Amsterdam, TivoliVredenvurg Utrecht, Muziekgebouw Eindhoven, Casa da Música no Porto e Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
São vencedores e finalistas de vários prémios nacionais e internacionais, destacando-se Storioni International Competition, Grachtenfestival Competition, Willem-Twee Concertzaal Competition e Concurso Nacional de Música de Câmara de Vila Verde.
Alunos da classe de saxofones de Arno Bornkamp no Conservatório de Amesterdão, o quarteto trabalha regularmente com Arno Bornkamp e Willem van Merwijk, e são alunos activos na NSKA – Academia Holandesa de Quartetos de Cordas – trabalhando regularmente com nomes como Marc Danel, Luc-Marie Aguera, Lukas Haggen, entre outros.
Têm uma grande actividade com jovens compositores, destacando-se Nuno Lobo, Ramin Amin- Tafreshi, Adam Lukawski, encomendando novas obras e promovendo o desenvolvimento de repertório para quartetos de saxofone.
Em 2018 são selecionados para o programa “RaboNEXTStage”, numa parceria entre o TivoliVredenburg Utrecht e o banco RABO.
Em 2020 irão lançar o seu primeiro CD “Ciudades” pela editora 7 Mountains.
Porquê Maat?
Maat tem um duplo significado. Para além de ser um icónico edifício e museu em Lisboa, significa em holandês companheirismo. Desta relação entre os dois países nasce o Maat Saxophone Quartet, e no final trata-se sempre de uma boa história para contar.
https://www.maatsaxquartet.com/?lang=pt
https://www.facebook.com/maatsaxquartet/

 

Pau Galbis

Para além do vídeo musical. A Arte noturna

A apresentação irá tratar sobre a inquietação dos discursos acerca do trágico e a sua inscrição nos vídeos musicais próximos à arte. Para além disso, entendemos a música como uma forma de conhecimento sobre o ambiente noturno propício ao espaço do ritual. Porque todo som é povoado por deuses e também por demónios.

cv. – Realizador e Professor Auxiliar de Arte e Meios Audiovisuais na Universidade da Madeira. Doutoramento em Artes Visuais e Intermédia na Universitat Politécnica de València (Espanha) e Estudos de Animação na Southampton Solent University (Reino Unido). Também lecionou em universidades na Espanha, República Dominicana, México e na República Checa. Linha de investigação dirige-se principalmente ao aspeto primitivo da condição humana, existente no vídeo musical de vanguarda, cinema e animação de autor. Membro do grupo de investigação Cultura Urbana e Criação Audiovisual da Universidad de La Laguna (Espanha), e colaborador dos grupos: The Research Institute for Design, Media and Culture ID+ (Portugal), Laboratorio de Creaciones Intermédia (Espanha) e no Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais da Universidade da Madeira (Portugal). No âmbito profissional destacar que foi diretor de produções independentes dirigidas à experimentação, assim como também elaborou documentários pela Televisão de Catalunya-TV3 e o Centro Universitário de Estudios Cinematográficos (CUEC) da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Na sua filmografia pessoal domina um olhar poético da realidade mais próxima, também tem um discurso onírico marcado pela memória e antropologia. Seleções e prémios em vários festivais, mostras e exposições internacionais.

Paulo Esteireiro

Memórias, Valores e Modelos de Comunicação em Música

No âmbito do desafio lançado pelos organizadores do Simpósio, de apresentar uma comunicação sobre a música contemporânea e os desafios lançados aos compositores atuais, propõe-se realizar, em jeito ensaístico, uma apresentação em três partes principais: uma reflexão sobre o próprio percurso individual do autor da comunicação e a sua relação com a designada música contemporânea; uma breve digressão histórica sobre valores e desafios na composição, com destaque para os problemas sentidos pelos compositores; considerações sobre a comunicação em música, onde se abordará brevemente a teoria da relevância e o  conceito de esforço de processamento do ouvinte perante a arte musical.

cv. – É Diretor de Serviços de Investigação, Comunicação, Edições e Formação no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira e investigador integrado do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (UNL/FCSH). É licenciado, mestre e doutorado em Ciências Musicais pela Universidade NOVA de Lisboa, tendo obtido nos estudos de mestrado e doutoramento a classificação máxima por unanimidade do júri. Entre as suas publicações destacam-se As Artes Performativas no Funchal, Estudos sobre Educação e Cultura, Uma História Social do Piano, Músicos Interpretam Camões, 50 Histórias de Músicos na Madeira, Regionalização do Currículo de Educação Musical e três livros de composições para Braguinha. É coordenador da Coleção Madeira Música, série editorial que publicou onze CD-ROM com obras musicais históricas madeirenses e da coleção Contributos e Ideias para a Educação Artística. Foi autor e coordenador da série documental Músicos Madeirenses para a RTP-Madeira (12 documentários). No domínio da comunicação social foi colaborador do Jornal de Letras, Artes e Ideias, da revista Ópera Actual, do Diário de Notícias da Madeira e do Jornal da Madeira. Realiza regularmente comunicações e conferências em congressos especializados de artes e educação (Portugal, Espanha, Itália, Escócia, Áustria, Estónia, Polónia, Suécia e Brasil).

Teresa Norton Dias

Todos os Nomes“ & “Coisa Nenhuma“ – cumplicidade que dança

Queremos, com esta apresentação, dar a conhecer o processo criativo de uma obra inédita coreografada a partir de um trabalho musical existente. Pretende-se demonstrar que à sua aparente, mas complexa linearidade, não conferiu a pretensão de tornar real a vontade de transformar “Todos os Nomes” em “Coisa Nenhuma”, antes porém, de dar a conhecer duas obras: uma obra musical criada a partir dos nomes dos músicos que integram o quarteto musical de origem e, uma obra coreografada, que vem dar fisicalidade ao tema, sem mais histórias para contar. A estreia desta teia criativa foi em setembro de 2000, no palco do Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal.

Palavras-chave: processo criativo, coreografia, bailado neoclássico, Companhia de Bailado da Madeira, Francisco Loreto, Teresa Norton Dias

cv. – Nascida em Beira, Moçambique, faz a sua formação académica e artística entre aquela ex-colónia portuguesa, Portugal Continental e Insular e Londres, em Inglaterra. Incentivada pela sua mãe, cedo descobre a sua vocação para a dança, estudos que a levam até aquele país anglo-saxónico e em tourneé pela Europa, tendo para o efeito interrompido os seus estudos académicos no primeiro ano de licenciatura, retomados aquando do seu regresso e já em 1988. Quebradas as expectativas de uma carreira na investigação, ambição que estimulara no seu percurso académico da licenciatura em História, variante de História da Arte, pela Universidade de Lisboa, embarca de forma empreendedora numa aventura empresarial que deixa em 2000, quando da sua ida para o Funchal, na ilha da Madeira, para integrar um novo projeto no Ensino Profissional e Artístico e a direção artística da Companhia de Bailado da Madeira no Conservatório-Escola Profissional das Artes da Madeira-Eng.º Luiz Peter Clode. Em 2001 integra os quadros da Escola Profissional Atlântico no Funchal e, em 2003, funda a Associação Artística de Educação pela Arte na Madeira e o seu núcleo artístico Trans(form)art, a cuja direção preside até à sua extinção, em dezembro de 2012. Desde 2004 que exerce funções na Universidade da Madeira.

debate

Concerto (comentado pelo Compositor Luís Tinoco)

“Short Cuts”
Por Luís Tinoco
(MAAT e percussão)

“Myelination”
Por André M. Santos
(MAAT)

“Mind the Gap”
Por Luís Tinoco
(solo de percussão

“Sounds of an Annoyed Person”
Por André M. Santos
(duo de percussão)

Intervalo


 

“Ciudades”
Por Guillermo Lago
(MAAT)

“303 | Circ. Praça Constituição (2019)”
Por Nuno Lobo
(MAAT)

“Grab It”
por Jacob Ter Velldhuis
(MAAT e percussão)

Dia 31

Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira – Eng. Luíz Peter Clode.

Masterclass pelo MAAT Saxophone Quartet
Irene Rodrigues: Coordenação (CEPAM / LEAI)

Irene Rodrigues

cv. – Nasceu na Venezuela, em 1986 e aos cinco anos foi viver para Portugal, na ilha da Madeira. Em 2004 concluiu o Curso Profissional de Instrumento no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, sob orientação de Duarte Basílio. Integrado no Curso Profissional, realizou um estágio de um semestre na Escola Superior de Artes do Espetáculo do Porto, sob orientação dos professores de Saxofone: Henk van Twillert e Manuel Silva. Licenciou-se pela Escola Superior de Música de Amesterdão, ainda sob orientação de Henk van Twillert e mais tarde sob a orientação de Arno Bornkamp. Integrou durante um semestre, o programa ERASMUS em Milão, onde estudou sob orientação de Mario Marzi, no Conservatorio di Musica Giuseppi Verdi. Durante o seu percurso trabalhou com artistas/pedagogos na área do saxofone: Claude Delangle, Vincent David, Jean-Dennis Michat, Jean-Ives Formeau, Nicolas Prost, Francisco Martinez, Gil Meijering, Tjako van Schie, para além dos já referidos Henk van Twillert Arno Bornkamp e Mario Marzi.

Formação: Luís Tinoco (Formação para Professores do CEPAM)

Total: 13 H

Simpósio (14 – 17 h) – 3 h
Concerto comentado (18 – 20 h) – 2 h
Masterclass pelo MAAT Saxophones Quartet no CEPAM (9 – 13 h) – 4 h
Masterclass por Luís Tinoco CEPAM (14 – 18 h) – 4 h

Aniko Harangi

cv. – Natural da Hungria iniciou os seus estudos de piano, aos 7 anos. Em 1992 formou-se com distinção como professora de piano e executante de música de câmara na Escola Superior da Música ‘Franz Liszt’, na cidade de Debrecen. Desde 1993 que leciona piano de música de câmara e é pianista acompanhadora, no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira. Apresenta-se com regularidade e fez já gravações para a rádio e televisões húngara e portuguesa. Colaborou em várias Masterclasses com músicos internacionalmente reconhecidos, e participa frequentemente nos recitais do Encontro Internacional de Clarinete de Lisboa, organizado pela Associação Cultivarte, onde realizou concertos com artistas mundialmente reconhecidos desde Boston, Barcelona, Croácia, Nova Iorque e Paris. Encontra-se em permanente atividade como pianista em concertos com várias formações de música de câmara.

 

Duarte Encarnação

Coordenador LEAI – CC

cv. – Doutorado em Bellas Artes, Programa de Artes Visuales e Intermedia, com a tese: “Expansiones del híbrido escultura / arquitectura: Cartografias de un Arch-Art como respuesta al arte público crítico”, UPV, Universidad Politécnica de Valencia – Facultad de Bellas Artes de San Carlos, Departamento de Escultura, orientado por Miguel Molina Alarcón e Empar Cubells Casares.
defesa: Valencia, 13 de Julho de 2010, com a classificação de Sobresaliente Cum Laude.
Registo do Doutoramento em Portugal pela Universidade de Évora, 16 de Maio de 2011
Na sequência da investigação para a tese de doutoramento tem realizado visitas de estudo nas cidades de Londres, Valência, Madrid, e Lisboa.
Licenciado en Bellas Artes (Licenciatura em Artes Plásticas variante em Escultura, homologada em Espanha) Título homologado pelo Ministério de Educación. Dirección General de Política Universitária, Subdirección General de Títulos y Reconocimientos de Cualificaciones, 5 de Abril de 2011

Áreas de investigação
Arte Pública (vertente crítica) relação híbrida entre arquitetura, escultura e design.
Arquitetura, História da Escultura e Escultura Contemporânea,
Desenho: Projeto e Processo. Desenho como Arte
Arte, Ciência e Tecnologia: Arte e novos meios : Sound Art

Diploma de Estudios Avanzados (DEA)*. Trabalho de investigação: Mecanización y artefacto como dispositivos escultóricos de extensión corporal, una antropometría de los entornos tecnificados y su reflexión teórica a partir de proyectos creativos personales. Orientado pelo Doctor. Don. Miguel Molina Alarcón, Catedrático de Universidad – Sub Director de investigación.
Área de Conhecimento: Escultura. Programa de Doctorado: Artes Visuales e Intermedia, Departamento de Escultura – Universidad Politécnica de Valencia, Espanha,
Defesa do trabalho: 20 de Fevereiro de 2005.
Tribunal constituido por: Doctora. Catedrática de Universidad. Isabel Doménech Ibañez; Doctor. Francisco Javier Sanmartín Piquer; Doctor. Juan Vicente Aliaga Espert
*El presente cerificado/diploma se expide a los efectos establecidos en el artículo 6.2 del Real Decreto 778/98, de 30 de Abril, y conforme se determina en el mismo, es homologable en todas las universidades españolas.
Especialista Universitário en Artes Visuales e Intermedia, Programa de Doctorado, Departamento de Escultura – Universidad Politécnica de Valencia, Espanha, 2002 – 04 (1)
Especialista Universitário en “Artes Visuales e Intermedia” – Departamento de Escultura/UPV 2002 – 2004 (correspondente à fase curricular do DEA – Diploma de Estudios Avanzados)
Licenciado em Artes Plásticas, variante de Escultura, Departamento de Arte e Design/Universidade da Madeira, 1996 – 2001
Média final de curso = 16 Valores
Bacharelato em Artes Plásticas = Média de16 Valores, Departamento de Arte e Design/Universidade da Madeira, 1996 – 1999
Ensino Secundário, Agrupamento 2, Escola Secundária de Francisco Franco – Funchal 1996.

Atividade Profissional

Categoria: Professor Auxiliar

Cargos:
2013 – Diretor do curso de 1º ciclo em Arte e Multimédia
É Membro suplente do Concelho Científico do Centro de Competência de Arte e Humanidades/UMa, desde 2012
2011 – Diretor do CET (Curso de Especialização Tecnológica) de Património Cultural
Atualmente exerce em exclusividade funções docentes e de investigação no Centro de Competência de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira
2014 – Integra a Comissão Científica do “II Encontro Cinema e Território: um Lugar de poder”, Universidade da Madeira entre 28 e 30 de abril de 2014.
2013 – Integra a Comissão Científica do I Colóquio Internacional “(Des)Memória de Desastre”, “Cultura & Conflito” do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (CECC) da Universidade Católica Portuguesa; Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais (CIERL) da Universidade da Madeira.
http://www4.uma.pt/dmd/
Docente (Especialista em Arte Pública) da Pós-Graduação “Arte e Design no Espaço Público, 2012/13
2012 – leccionando no 1º ciclo do curso de Arte e Multimédia, e 2º ciclo no Mestrado de “Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário”. (Lecciona ou leccionou: Desenho Laboratório Gráfico 1, Desenho/Laboratório Gráfico 2, Desenho/laboratório Gráfico 3, Projecto Multimédia 1, Projecto Artístico e Multimédia Integrado)
Coordenador da Prova de Desenho, acesso ao Ensino Superior, Maiores de 23 anos, UMa (desde 2011)

Inscrições para o Simpósio

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Período limite de inscrições: até 28 de Janeiro

 

CONCERTO

Gratuito para alunos e docentes da UMa e CEPAM

Desconto de 50% para pais de alunos do CEPAM

Outros: 10 €

EXCLUSIVO PARA ALUNOS E DOCENTES DO CEPAM

Masterclass pelo MAAT Saxophones Quartet no CEPAM

(9-13 h) 4 h

Masterclass por Luís Tinoco CEPAM


(14 – 18 h) 4 h

Homenagem a John Cage (1ª atividade antes de formar o LEAI)
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Núcleos LEAI
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MFIC – Madeira Free Improvisation Community
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Orquestra de Jazz do Funchal
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Madeira Jazz Colective
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